"O homem é do tamanho do seu sonho"
...minutos de silêncio!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
JP
sábado, 6 de agosto de 2011
Saudades !

terça-feira, 17 de maio de 2011
Onde andas?
zes sinto-me só, sinto-me só entre quatro paredes, entre a escuridão que me envolvenum misto de sensações e medos. Sinto que tudo ao meu redor não passa de uma simples mentira sem pés nem cabeça, sinto que tudo não passa de uma farsa. E será que não tenha razão? Pois, não sei! Além de ter bons amigos e de saber que posso contar com eles para tudo, sinto uma falta enorme, sinto que o meu coração não está preenchido. Preciso de carinho e apoio, preciso de alguém que me dê valor e de alguém que me faça sentir especial. Será que existe alguém com esse poder? Onde será que essa pessoa anda? Será que eu tenho mesmo algum valor ou que sou especial? Eu acredito que sim, apesar de tudo ainda me resta uma pequena quantidade de confiança, confiança que é derrubada pelo vazio que preenche o meu ser. Muitas vezes dou por mim a chorar no meu quarto, no meu mundo, entre aquelas quatro paredes que separam um espaço colorido de todo um mundo à parte, um mundo escuro e cheio de adversidades. Atrás da solidão vem muitas vezes a desvalorização de mim própria, penso que tudo o que faço está mal, penso que não sou boa amiga, penso que tudo o que anda a minha volta não faz sentido. Por vezes sinto-me mesmo odiada. É nestas alturas em que ergo a cabeça e sigo em frente deixando de dar valor a estas coisas que me deixam mal, faço tipo um ‘Delite’ em que apago todos os pensamentos que me destronam, meto um sorriso na cara e ajo naturalmente. E talvez seja este o meu problema, não falar, não desabafar com ninguém e fazer como que se de nada se tratasse… não gosto que sintam pena de mim e faço-me de forte. É o meu mal!
Contudo, sinto a tua falta… Diz-me por onde andas e faz-me feliz!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
AVÔ!
Foi difícil saber que estava a sofrer, foi difícil saber que o ia perder dentro de dias, mas quando o meu pai me acordou e me disse:”Vanessa o avô morreu”, eu pensei que era um sonho e voltei a dormir. Quando dei por mim, acordei e vi que afinal não era mesmo um sonho!
Foi um dia difícil, muitas visitas em casa da minha avó, para dar os pêsames e uma palavra de conforto, era muita coisa ao mesmo tempo, cada pessoa que se aproximava de mim, era mais um desabar de sensações estranhas que invadiam o meu coração.
Que difícil que se torna perder alguém de quem se gosta tanto, que difícil que é perder uma pessoa por quem se tem grande estima, uma pessoa que sempre nos respeitou e sempre se preocupou connosco e nos ouviu e sempre que foi preciso nos deu um apalavra de conforto.
Aqueles almoços em casa do meu avô, em que estávamos os dois à mesa (enquanto a minha avó fazia alguma coisa afastada de nós), aquelas perguntas que eu fazia: “Com que sonhas porco?” e ele respondia todo contente com ar de maroto: “Com a bolota” e eu ria feita uma pirralha inocente que se ri de uma piada que aparentemente não tem piada, mas que pela forma como tinha sido dita fazia todo o sentido na minha cabeça.
Agora, ainda num passado bem presente, já éramos mais à mesa, já éramos quatro (eu, o meu mano e os meus primos) a mesa estava completa e com o passar dos tempos as brincadeiras iam acabando, a paciência ia se esgotando e as dores do meu avô aumentando cada vez mais com a doença (Parkinson), mas ainda ia aguentando, apesar de até os movimentos já estarem presos e por vezes precisar de um impulso para iniciar uma simples caminhada. Mesmo assim fazia por nos mostrar sempre um sorriso!
Sei que se não fosse a doença repentina que lhe apareceu, ele estaria comigo, connosco, por mais tempo, pois o Parkinson não mata, mas com a doença que lhe apareceu, no espaço de duas semanas ele partiu, partiu primeiro para o hospital e logo quando lhe foi diagnosticada a doença disseram que ele teria três meses de vida. Depois de saber disso, fui visita-lo ao hospital e ele (pareceu-me que) se despediu de mim, abraçou-me e disse-me palavras queridas, assim como eu lhe disse a ele:” Gosto muito de si, e quero que tenha muita força”, as lágrimas vieram aos olhos de cada um de nós, mas ele rapidamente se recompôs e começou com as brincadeiras dele. Mas esta Leucemia Galopante fez com que ele partisse, após uma semana para um coma que durou 24 horas. Após essas 24 horas ele acordou e recuperou a consciência rapidamente (coisa de estranhar após um coma que diziam os médicos ser uma partida para a morte, pois tinha mais umas horas de vida, estava preso por pouco). Essas horas de vida ficaram de parte após o seu acordar do coma, aliás, essas horas prolongaram-se por mais oito dias, e a 30 de Abril ele faleceu.
Faleceu após o meu estágio ter acabado e após o meu tio ter voltado ao trabalho em Angola (veio porque tinha de ver o sogro em vida). O meu avô partiu tendo falado apenas com o meu pai e a minha tia após o como, as palavras que disse à minha tia, com uma voz debilitada e quase como que se arrasta-se pelas suas cordas vocais, foi: “Estou quase a morrer filha”; tendo dito ao meu pai num suspiro, como que em tom de desabafo: “Ai filho…”, respondendo ainda “muitas” à pergunta feita pelo meu pai de que se ele tinha dores. E foram as únicas palavras que ele proferiu antes de partir.
Ele sentia-se fraco, até já mal os olhos abria, mas sentia a nossa presença e ouvia-nos, apesar do estado dele ter piorado de dia para dia, a ultima vez que o fui visitar a minha avó entrou comigo e disse: “ Oh Celestino, está aqui a Vanessa, queres vê-la, tu gostas tanto dela” e ele começou a tremer muito de emoção, pois estava fraco demais e não conseguia falar, eu dei a volta aquela cama de hospital onde ele estava deitado, e simplesmente respirava com um enorme esforço para se manter vivo, e fiz-lhe mimos na cara a na cabeça de forma a ele me sentir, de forma a sentir pela ultima vez a minha pele em contacto com a pele dele frágil e suada de tanta febre, ele agradeceu aquele meu gesto, eu sei que sim, ele parou de tremer e permaneceu sereno.
Para mim foi um choque vê-lo no estado em que o vi depois de ele ter acordado do coma, mas tentei ser forte. Ao vê-lo assim, meti na cabeça que talvez estivesse a ser egoísta ao querer que ele vivesse, pois ele ao manter-se vivo estaria a sofrer cada vez mais e que por muito que me custa-se aceitar a sua partida, seria melhor para ele pois assim não sofreria tanto e iria descansar em paz. Eu digo descansar em paz, porque em toda a sua vida, tinha sofrido, apesar de ser um Homem de bem e de sempre respeitar tudo e todos.
O seu respeito por todos e o respeito de todos por ele viu-se no dia 1 de Maio, o dia da sua partida definitiva (o funeral – detesto esta palavra), todos os seus amigos reunidos junto de nós a chorarem e a lamentarem a sua partida tão repentina, todos abraçados a nós e a falarem o quão bom o meu avô era.
Quando chegamos à igreja, após acompanharmos a carrinha onde ele vinha, eu tive medo da minha reacção quando o visse assim, sem que ele me pudesse ver nem falar, mas fui corajosa e olhei e não tirava os olhos dele. Fizeram-lhe a barba, coisa que eu tinha perguntado a minha mãe se lhe iriam fazer, pois ele adorava andar com a barba feita (era um Homem que gostava de andar com bom aspecto) e senti-me aliviada quando o vi assim sem barba, ia como gostava “apresentável” – como ele dizia, apresentava um aspecto pálido, mas sereno, pelo menos aparentava ter partido sereno, uma coisa boa após tanto sofrimento. E como sinal de respeito eu fui ao lado dele na carrinha para a sua murada final, após a cerimónia fúnebre, acompanhada pela minha mãe. Como ele gostava de mim eu senti que deveria fazer aquilo por ele e por incrível que pareça, este meu gesto fez com que eu me acalmasse e senti algo parecido com um alívio de alma, senti-me tão bem ao lado dele.
Acreditem que custou muito ver o meu pai a sofrer, a chorar e a gritar pelo meu avô, mas custou ainda mais ver o meu querido avô entrar na sua morada final, onde permanecerá para sempre.
Continuo e continuarei a gostar muito do meu avô Celestino !...
terça-feira, 19 de abril de 2011
Avô !
segunda-feira, 11 de abril de 2011
11/04/2011
Amiga?
Não, amiga não… Melhor amiga :c
A Joana Santos (deve ser por causa do ultimo nome), é a rapariga querida, simpática e divertida que está comigo quando mais preciso, aquela que me defende e abre os olhos para que eu deixe de ser totó.
Aquela paxaxita que me chama paxaxona, aquela com quem brinco e tenho aquelas conversas, aquelas conversas marotas, aquelas conversas sobre rapazes. Principalmente, é aquela rapariga a quem eu confio os meus segredos, os meus medos…
Ela está aqui ao pé de mim, e acabou de me dizer: ‘Vanessa, eu não amo você’, mas eu sei que é mentira, ahahah… Ela diz sempre o contrário daquilo que sente, por isso na cabeça dela o que ela estava a pensar enquanto falava era: ‘Vanessa, EU AMO VOCÊ’. Eu nunca vi rapariga assim!
A Joana é lutadora e decidida e transmite-me a energia dela quando estamos na cama juntas, aqueles peidos, aqueles arrepios que fazem os pintelhos bater palmas.
Mais uma vez ela voltou a dizer: ‘Tu não vales uma merda’, mas eu sei que para ela eu valho ouro! (acabámos de ter um momento de rizada)
Agora a sério, ela é aquela rapariga que ouve metal, aquela que vai a conduzir
e berra a cantarolar as letras das músicas e pergunta se eu estou bem, porque acha estranho o facto de eu estar tão calada. Ela faz isso porque se preocupa comigo. Mas o que ela adora mesmo é transe, ela delira com o som abstracto que lhe entra pelos ouvidos e lhe faz vibrar o corpo, levando-a a bater o pé. Adora tudo o que é definido por um misto de cores alegres, adora ser ela própria e tem o seu estilo bem definido.Gosto dela, porque é ela que me apoia, é ela que me aceita como eu sou, é ela que me ouve, é ela que me fala sobre os assuntos com cabeça, é ela que demonstra maturidade suficiente para resolver qualquer problema… E só de pensar que quando a conheci a achava estranha pelo modo de ser dela e pela música que ouvia. Agora ouço a mesma musica que ela, e gosto, não bato o pé como ela, mas ouço e adoro ouvir aquele misto de sons na minha cabeça. Pois é, é bom conhecer as pessoas.
Há coisas na amizade que não se conseguem explicar, mas uma coisa é certa, estamos a viver juntas agora (durante sete semanas) e estamo-nos a dar bem, e como ela diz: ‘Assim, a lidar com as pessoas diariamente na mesma casa é que se conhecem as pessoas verdadeiramente’, eu estou a conhece-la verdadeiramente e estou a gostar!
Tenho muitos amigos, mas ela é a que me entende e a que torce mais por mim, aquela que já fez coisas por mim, pelo meu bem, é aquela rapariga que me completa (sim, porque na amizade as pessoas também se completam umas às outras) e é aquela por quem eu tenho muito respeito e estima. Não tenho problema nenhum em dizer que a AMO e que tenho medo de perder a amizade dela, pois ela é muito importante para mim e sem duvida, já aprendi muitas coisas com ela, apesar de não perceber nada de carros e de motas, ahahah…
Adoro-te paxaxita

